Em memória
Sinto que essa ausência me toca profundamente, e por isso, sinto a necessidade de escrever para compartilhar quem foi meu pai com vocês.
José era um homem simples, verdadeiramente um "José", como disse certa vez o seu filho mais velho Fabricio;era de falar pouco e fazer. Dos vários episódios de minha vida felizes ou triste ele esteve presente. Sua presença era única, pois, embora estivesse lá, fazia questão de não demonstrar preocupação na tristeza e nem entusiasmo na alegria, muitas vezes no seu expressar dificilmente ele demonstrava sentimentos .
E quem foi ele? José Benedito Pereira, criado pela vó Margarida e morava com seu tio Nazaré. Até aproximadamente os 3 anos de idade, viveu com sua mãe, dona Sebastiana (minha avó), que o teve aos 16 anos e casou-se com seu pai, que tinha cerca de 35 anos. Meu pai José perdeu o pai, também chamado José, aos 3 anos, vítima, possivelmente, de um linfoma.
Sua mãe casou-se novamente e o deixou aos cuidados de sua vó Margarida, tornando-se assim sua cuidadora e mãe. Apesar das constatadas dificuldades financeiras, não meu pai nunca reclamou da vida ao lado de sua família (avó e tio). Embora não tenha vivido em luxo, f/sabemos que foi mimado por sua querida avó.
José manteve um relacionamento amigável com sua mãe e irmãos, sem cobranças ou brigas, mas de uma maneira que e posso chamar de fria. A avó que o criou foi a pessoa mais importante em sua vida até os 20 anos, no memento que ele encontrou outra pessoa igualmente significativa, chamada Isabel (a vovó Bel).
Com apenas 20 anos, José conheceu Bel em um encontro de jovens da igreja. Eles namoraram, casaram-se e tiveram três filhos: Fabrício, Felipe e Gabriel.
Foram 41 anos de casamento com a vovó Bel e muitas lembranças, com os filhos e netos.
As lembranças que tenho de meu pai moldam completamente quem sou, quem fui e quem serei. Sinto que ele estará para sempre comigo, uma presença inexplicável.
Eu queria que você vivesse pra sempre fisicamente comigo, mas vou aceitar que onde você está você vai me ajudar a ser o pai que muitas cobrei que você não foi pra mim.
Sim eu sou um filho que cobrava um pai perfeito, um pai melhor, mais carinhoso e eu te falava isso, mas também falava que te amava e entedia a forma que você demostrava carinho.
Mais eu esqueci de te cobrar viver mais de 80 anos e eu tenho certeza que seu eu tivesse lembrado de te pedir isso você ia cumprir, porque isso vou guardar pra sempre que quando você me prometia as coisas você cumpria.
Pai você não sabe o tamanho dessa dor no meu coração eu queria que o mundo parasse hoje pra mim entender tudo isso e quem sabe conseguir superar essa tristeza.
Te amo além da vida.
FE- FELIPE VIEIRA PEREIRA