Em memória
Minha melhor amiga, mãe, Mirian, foi uma mulher excepcional.
Esposa dedicada, mãe bondosa, avó presente e sogra amorosa. Ela escolheu, com coragem e amor, dedicar sua vida à família e ao lar. Ser dona de casa foi sua vocação, e ela viveu isso com excelência. Em cada detalhe colocava seu coração: nas palavras, nas orações, nas refeições preparadas com carinho e na forma única como cuidava de cada um de nós.
No nosso lar, a mãe era o equilíbrio, a sabedoria e a fé viva. Sempre preocupada com a saúde de cada um, ela transformava cuidado em carinho. Era ela quem dizia um alegre “BOM DIA” com aquele sorriso que iluminava a casa, quem reunia a família em volta da mesa sempre servida com amor, ela que sempre ouvia e cantava suas músicas favoritas do Raul Seixas e Zé Ramalho, ela que fazia seus próprios tapetes de croches e dava de presente, ela quem recebia os netos na porta de casa com os braços abertos e o coração cheio de ternura. E os abraços dela… ah, não eram apenas abraços, eram refúgio. Eram abraços que envolviam a alma.
A mãe foi forte até o fim. E deixou lembranças que jamais sairão da nossa memória: o pavê com a piada de sempre — “é pra ver ou pra comer?” —, o frango com molho e polenta, a “papa velha” feita de arroz com feijão fresquinho, o bombocado, e claro… o frango frito, o melhor de todos! Também lembramos dos gestos simples e cheios de amor: o cafuné na cabeça da Jéssica, o carinho nas costas do Fi, e os abraços que eu dava só para me aconchegar no colo dela, seja no sofá ou na cama.
Ela nos deixou um legado de fé, amor e simplicidade. Nos ensinou que a verdadeira grandeza está em servir sem esperar algo em troca, que a força vem da oração e que o lar é o maior tesouro que alguém pode cultivar. Nós somos hoje o que somos por causa dela, pelos valores e pelo amor que plantou em nossas vidas.
Sentimos demais a dor da sua ausência e o vazio que ficou no coração. Mas encontramos consolo na promessa de Deus:
“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá.” (João 11:25)
Essa é a esperança que nos sustenta. Sabemos que um dia vamos nos reencontrar, num lugar onde não haverá mais dor, nem lágrimas, nem separação.
Mãe, te amaremos para sempre. Sua vida marcou a nossa eternidade, e até o dia do reencontro, você seguirá viva em nossas lembranças, em nossos corações e em tudo o que somos.